terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Lady in Red

Bonecas de Pano, uma visão romanceada


conjuntinho jeans. básico barato. maquiagem vulgar esplêndida na cara.

nas mãos a última pitada. no destino estava montada.

em dos rostos feição de alegria. no outro, um semblante esquisito.

no boteco lembrava as noites perdidas. nos becos ladeiras do inferno.

o que pensava a pobre sem auréola? à vontade nas sujas vielas.

dos tempos que se era poeta. nos fins de crepúsculo e donzelas.

dura sela o destino a reservou. à beira da pista... escorada num poste.

seu último cigarro inodoro sem cor. amigos que a sina um dia levou.

luzes na neblina cegam os olhos. prantos engolidos nada simplórios.

vivência em nuvens de algodão. pensamentos úmidos, por que não?

sol das madrugrávidas. estrelas de esperanças. deitada na cama no teto do quarto.

“limpe-se, vista-se, e não me amole. E por favor diga que nunca me viu antes”.

o óbvio era óbvio. insensível. ameno e pouco possível...

era o deslizar suave de gametas, na usada furada e camisa-de-vênus.

marionete perfeita cores do mundo. apague as luzes! não acenderam-se...

- não julgue os meus filhos pelos meus erros juízes de esquina não me amolam.

2 comentários:

  1. Lady in "Red Label","51","Saquê" ou "Bourbon"...tanto faz!Qualquer lugar do mundo tem...mas o estranho é que os filhos das mesmas sempre se dirigem aos mesmos lugares,é uma sina destes indivíduos seguirem 2 caminhos:

    1-Congresso Nacional;
    2-Diretoria de Clube de Futebol.

    As "Ladys" que,por ventura,notarem ausência de parte de sua prole,favor procurar nos endereços supracitados.

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  2. Que belas linhas! Gostei de sua visita. Vamos nos ver, sim. É só vc avisar qndo estiver por aqui. Bj

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"Mais uma dose! É claro que eu tô afim!" Obrigado por visitar a bodega online. Abraços!