sábado, 17 de maio de 2008

Necessidade aplicada ao texto



Necessidade aplicada ao texto
hão de chamar poema
sobrevivente sem acento e hipocrisia.
verbos em botecos da orla e horizontes virgens.
coerente mistura de amanheceres
reta indiferente ou nada.
pó das madrugadas loucura alheia linha.
rastro de pensamentos vagos
que desencontram as 4 paredes do quarto
breves e libertos papéis concretos
em bacia d'água e aromas incrédulos.

vá! mexa com desesperança as maçãs da face.
descubra o seu riso sardônico.
ao engolir dejetos e cheiros
esteja cios-hiena-mórbida em órbita tão cósmica
quanto um palmo o a sua frente.

tantas coisas e uma Bic rouca!
enquanto um ri outro chora contente
a poesia não cabe no poema na falta papel higiênico.

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