quarta-feira, 18 de junho de 2008

Coceira no saco


Nada é mais insuportável ao homem do que o repouso total
sem paixões, sem negócios, sem distração, sem atividade. sente então o seu nada, seu abandono sua insuficiência, sua dependência, sua impotência, seu vazio. no mesmo instante virá no fundo de sua alma o tédio, a escuridão, a melancolia, as penas, o despeito, o desespero
(Pascal)

Coceira no saco

no auge do fazer nada
questiona-se a existência;
figura-se um olhar à palma da mão direita.
na carência do momento fita-se as algemas
que libertam de si mesmo.

"são maneiras ingratas de seguir"
o praxe do meu senso diz...
pensamentos empoierados com pó de monotonia

procuro o sol
relógios de tempo e números
caminhos de sentido traduzido
bons coices de lembranças à vista
viagens à margem da moldura

pelo menos a dormência de um prazer conjunto.

Slz, 3 de julho 2000


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