segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Muitas Esquinas


Muitas Esquinas

Todos os dias, ela ensaia dizer o que guarda em segredo.
Há muito, em pensamentos reprime desejos...
Um bilhete na agenda. Nunca! Mais um dia no ano
Enquanto fuma um cigarro flerta o teto do cômodo.
Acaricia as pernas com seu olhar distante
Se esconde dos carros, janelas e flores
Recorda pequenices, beijos e dramas
De qualquer pessoa que pronuncie seu nome.
Sua rotina distrai, já não deforma as linhas das mãos
O amor se desfaz em quebradiços sonhos
No coração habita cidades instantes
Esconderijos frágeis de quem perde o sono.

2 comentários:

  1. se perde o sono mesmo,e como!!

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  2. Grande Poeta...

    Quer saber mesmo? Amei a poesia.

    Muitos Beijos.

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"Mais uma dose! É claro que eu tô afim!" Obrigado por visitar a bodega online. Abraços!