
Slumdog Millionaire
Hoje ao acessar o Yahoo, li uma notícia que sem dúvida acrescentará muito aos dias que seguem. "Bill Gates volta a ser o mais rico do mundo". E daí? Me perguntei sem o menor interesse de percorrer a lista de nomes. Noutro link escaneio comentários sobre o filme Quem quer ser um milionário? Respondi prontamente: não! Não persigo tanta grana. Entre a meia dúzia de perguntas feitas na película (é... o roteiro nos brinda com isso) chutei todas, mas acertei a que carrega o filme nas costas.
Sem dúvida a direção do inglês Anthony Dod Mantle é primorosa. Apesar de não assumir publicamente é visível a influência de Fernando Meireles em seu trabalho. As comparações são inevitáveis. Locado nos becos de Mumbain, o filme não poupou nem mesmo a galinha ciscadora de esgoto e o enquadramento ligeiro dos vira-latas igualmente retratados nas vielas de Cidade de Deus.
O filme traz o jovem Jamal Malik, que para chamar a atenção do amor perdido, participa de um programa de perguntas e respostas transmitido em rede nacional. O similar do extinto Show do Milhão do SBT, com um Sílvio Santos indiano impagável. A história revela que as lembranças de Malik estão diretamente ligadas as perguntas feitas no programa. Coincidência? Um show de roteiro e edição que fazem vibrar. A trilha sonora é um caso à parte. Algo que os nossos ouvidos Ocidentais não estão acostumados. A Índia em todas suas cores e sons numa obra prima que contraponta risos e o bom drama.
Há poucos caminhos para se chegar aos 40 bilhões de dólares de Gates ou aos 20 milhões de rúpias de Malik. Em tempos de crise econômica e a febre Obama esfriando Quem quer ser um milionário é um prato cheio para a América carente de heróis. Não menos belo, o sonho americano parece não ter acabado. Definitivamente as janelas da Microsoft e as portas dos The Doors levam a mais do que a mera percepção.
Allyson, nunca mais tinha acessado o teu blog e para minha surpresa me deparo com a crítica de quem quer ser milionário. Cara, ainda vou comer um galeto algum dia, tomando um chopp com uma veja embaixo do braço e vou falar com orgulho apontando pra uma foto tua na revista: Eu conheço esse porra aqui.
ResponderExcluirConcordo com suas observações sobre o filme e ainda acrescento que Hollywood precisa desses tipos de filmes que fogem ao padrão superprodução, até porque essas temáticas se esgotam com o tempo e esse filme aborda uma questão muito importante que tem sido muito esquecida pelos grandes estúdios "as fraquezas e virtudes do homem que vive na vida real".
ResponderExcluirbeijos e parabéns pelas palavras
Da sua amiga que te adora Milena
KKKKKKKK!!! Porra, Amilton. Comendo um galeto? Só se for no Cabão!!!!
ResponderExcluirTexto,como sempre,espetacular!
ResponderExcluirVi o filme na pré-estréia,sedento por uma coisa nova...não me toquei da influência do Meirelles,mas agora que você mandou essa,ficou bem nítido.Tô precisando andar mais com você,fera!
"Ihhhhh,o que esse cara tá querendo?"
Abração,irmão!