terça-feira, 16 de junho de 2009

Fome de Gol


Assim é o craque.
Sempre o vemos com a inocência
de um primeiro olhar.
E a nossa sensação é a de
que é uma estréia renovada
de jogo para jogo.


(Nelson Rodrigues)

Fome de Gol


Quem nunca ouviu a expressão: "fome de gol", está morto. Definitivamente no país do futebol, possuir essa característica é mais que ser um mero artilheiro. Forjada numa época, em que a crônica esportiva cunhava pérolas e era lugar de craques como Nelson Rodrigues, a expressão é um conceito digno de uma breve reflexão...

Somos um povo acostumado a enfrentar as dificuldades de frente. Atacamos na condição de goleador e não de simples jogador, mas sofremos de uma "humildade neurótica".

Da mesma maneira que buscamos os atalhos em busca da meta, recompensa do esforço pela certeza de que se tentou, também existe um grito de gol engasgado em cada um de nós. Nem sempre o marcamos. Uuuuuuuuu... Na trave, pra fora, não era pra ser.

Na competição desleal em que a vida se transformou, jogar no ataque não é fácil e significa acender em si um brio esquecido, tomar de assalto o lugar de líder (e como são poucos atualmente). Ser admirado como o cara que faz a diferença em qualquer equipe e de quebra é adepto ao fair play, seria perfeito.

Estar em condições de assumir esta responsabilidade requer preparação. Disposição para assumir compromissos e descascar abacaxis (primeiros passos para ser um goleador). Ser aquele que de fato, decide a partida com intuição, competência e aplicação tática.

Fazer gols é dizer a que veio. Em um gesto, coroar o trabalho de um grupo que joga contigo e por ti (não conseguimos nada sozinhos). Em um toque, inflamar a torcida que retribui aos gritos a sua comemoração.

A fome de que falo não é vã. É um certo tipo de motivação que nos leva pra frente, tradução perfeita do que vem a ser garra aplicada, clímax alcançado dentro e fora das quatro linhas de um gramado.

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