
As últimas revelações ocorridas no Senado Federal nos deixaram revoltados com o nível de picaretagem estabelecida naquele lugar. Legalidade, Impessoalidade, Moralidade, Publicidade e Eficiência, princípios da Administração Pública explicitados no Artigo 37 da Constituição e conhecidos por qualquer concurseiro mediano pela sigla LIMPE, foram guardados no bolso, esquecidos em gavetas ou simplesmente jogados no lixo.
Mas o acróstico da palavra LIMPE pode ter outras inferências... Mais uma vez, espaço público e privado se confundem e os "donos da lei", acima de qualquer norma estabelecida ou congênere, demonstraram não ter o menor respeito à seus mandatos. Em um jogo de manda e desmanda atos secretos foram escancarados.
Nesse momento, vemos em Brasília a personificação do rato que não pode apontar a sujeira ou tão pouco sugerir meios para que a limpem. Realmente, presidente, Vossa Excelência não foi eleita para por a mão na lixeira, autoincriminar-se ou punir seus nobres colegas. Seria um ato falho.
É um privilégio assistir a derrocada da personagem política mais odiada no estado do Maranhão. É um privilégio ainda sentir um resto de esperança... Na hora em que os holofotes da mídia desviam o olhar para o Legislativo rogamos para que Sarney encerre com chave de ouro a sua biografia.
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