
Nem sempre é divertido encontrar textos antigos. Mas vira e mexe, acontece de resgatar um papel esquecido na gaveta. Esse ato de buscar o passado possui um significado comovente. Não há muito de especial nesse minipanfleto (receita antiga), mesmo assim, ofereço-o aos frequentadores da Bodega. Aproveito para indicar o surpreendente Casa do Poster, blog onde encontrei a pinup que ilustra o momento, além de muita propaganda boa de antigamente.
O Pôster
Redescobri um pôster no armário
dos tempos em que gozava sozinho.
Sorri por encontrar aquele pôster.
Ri, com uma dose de enigma nos olhos
Era uma pose séria, um olhar sexy
Carne, desejo e suor refletidos.
Na madrugada fria, neon decaído
na roda de amigos restrita aos bolores
O poster não é um surreal profano,
nem outdoor de cereal americano
Há muito o pôster é produto de exportação brasileira
Containeres de brancas, mulatas e loiras,
negras mulheres puras, queima em Roterdã
Allyson Veras 27/12/1999
caramba...
ResponderExcluiresse poema me lembro de você recitando-o na casa do vô João... tempão, algum tempo depois de você ter ganho o concurso de poemas. Tempos de neto, de família nostágico.
abração primo
foi longe, hein brother! sem dúvida, boas recordações. abração!
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