domingo, 5 de outubro de 2008

Fifteen flower


Fifteen flower


idos de outubro sobre o olhar lúdico
é primavera no jardim da rua
e tudo se encerra no vigésimo sexto dia
na esperança que nasçam flores em meu canteiro vazio

existem lógicas inúmeras
na madrugada as flores são muitas.
mas há que existir o irresistível doce.
demasiadamente especial como se fosse.
insistentemente minha e o perfume de todas.
aromas e sabores de um eterno instante a dois

momentos primo verais em ti
sensações primaverais em mim
À flor da pele, pétala por pétala, teu.
porque também és tu.

sábado, 4 de outubro de 2008

Joguete


Joguete


recuperar o tempo perdido enquanto tudo se desfez
dizer ser infinito enquanto o fim permeia
dominar o espaço enquanto desconheço a mim mesmo
distrair o pensamento enquanto saídas não encontrei

ser compreensível enquanto o contexto não se fez
decifrar os pergaminhos enquanto fujo ao que leio
estar confiante enquanto correm os ponteiros
rezar por um Deus enquanto quero corpo inteiro.

contar mentiras enquanto penso em lucidez
achar fabuloso enquanto o sapo vira burguês
sorrir esquisito enquanto os servos matam o rei
falar em amigos enquanto querem minha cabeça

lutar contra evidências enquanto vasculham o meu templo
querer humildade enquanto as luzes se perderam
crer na realidade enquanto assim convém
viver a razão enquanto grita o que vem de dentro

não tenho medo de dizer adeus, apenas procuro a paz
apenas busco a trajetória enquanto imploram para que eu me distraia
sem destino, perdido mais nada,
encontro vestígios do que ainda teimo crer

post mortem:

enquanto houver enganos da eterna alma vazia
enquanto houver enganos nostálgica razão perdida
digo adeus por nós, encontramos a foz
becos de uma história em aberto
odisséia dos homens na terra
pesos e medidas a entender-se