segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Picanha à gentileza

Deu para sentir o cheiro? Essa é uma à Fiorentina, 
mas com uma farofinha de leite já dava, não? (Foto:Paulo Motta)



Não! Não se trata apenas de um mero pedaço de carne. Corte bovino que inventamos e exportamos para o mundo. Que bom seria se o boi tivesse mais de uma, lamentam os criadores e os carnívoros de fim de semana. Parte nobre da peça de alcatra que tem até 1 quilo e meio (se tiver mais do que isso é coxão duro!). Até quem não gosta de carne não resiste... Cara de nojinho com um pedaço quentinho, fatiado na hora, não dá!

Ah!... A picanha que minha mãe costumava fazer aos sábados. Com licença aos entendidos, essa é a minha comidinha preferida. Deliciosos momentos que eternizei em minha memória “gastropoética”. Quando não acompanhava, passo a passo, as etapas de preparação da iguaria, despertava com o cheiro que chegava até o quarto.

No começo, exigia-me que fosse à feira para escolhermos a melhor porção. Depois de um tempo, ela surpreendia-me serena com a boa mesa. Constatação materna, de que uma semana inteira metido no trabalho, mereceria uma sutil gentileza. Meio quilo de um bom corte, um punhado de sal grosso e pitadas generosas de amor.

Fazia sem cerimônias em uma pequena churrasqueira elétrica. Para acompanhar: farofinha na manteiga de garrafa, vinagrete e lingüiça apimentada. Na geladeira, cervejas geladinhas da véspera, à espera de um brinde e o desejo carinhoso: - Bom apetite, meu filho! E pensar que um avião para Fortaleza-CE, possa me trazer de volta essa gostosa lembrança.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Sonhos



Se o sonho fosse (como dizem) uma
Trégua, um puro repouso da mente,
Por que, se te despertam, bruscamente,
Sentes que te hão roubado uma fortuna?

Jorge Luis Borges