quarta-feira, 28 de novembro de 2012

A reprodução de uma briófita







que deuses profanas, mísera de amarga cor?
em teu semblante, sombras: império de dúvidas.
teu deboche pútrido escorre em aplausos.
em qual ilha estiveste ou diversa estará exilada?

a todos fere com um instinto servil.
penam calados, os castigados em vão.
as chibatas do tempo te perseguem a galope.
torpe ventura de ter sido parida.

vertiginoso o impulso de proferir o derradeiro golpe
furta-me a presença, valide a misericórdia.
monte em sua besta impulso desesperado,
a maldita te espera, na lama saciada.

à espera da cura, o mal prolifera voraz!
não sabe o tumor maligno ineficaz,
que a dor passa! musgo daninho de nada.